terça-feira, 26 de julho de 2011

Como e Quando se Deve Ungir?


Qualquer crente pode ungir? Pode-se ungir objetos ou qualquer parte do corpo?

O crente que pede a unção pode beber o óleo?

Antigamente, o costume de ungir pessoas ou objetos com óleo simples ou perfumado era generalizado e tinha propósitos medicinais, cosméticos e de conservação. O azeite em especial era freqüentemente aplicado depois do banho (Rt 3.3 e Ez 16.9), nas feridas(Lc 10.34), nos cadáveres após a lavagem do corpo(Mc16.1), nos cativos libertos (Lc 28.15), na cabeça (Sl 23.5) e nos pés (Lc 7.38).

No antigo testamento, além dos propósitos descritos a unção adquiriu uma relevância distintiva mente religiosa. Ungir com óleo separava determinadas pessoas e objetos, dedicando-os ao serviço divino. Havia na legislação (Ex30.22-33 e 40.10-11) óleos que eram usados para dedicar o tabernáculo, seus móveis e sues vasos, assim como os membros da classe sacerdotal que deviam ali servir. Eventualmente, há menções a unção dos profetas(1 Rs19.6 e Sl 105.15), porém o maior número diz respeito a unção dos reis (1 Sm 10.1; 16.3). Até os utensílios de guerra passavam por consagração (2Sm 1.21 e Is 21.5).Os hebreus esperavam pela vinda de um rei pertencente a linhagem de David, que seria especialmente ungido por Deus par introduzir o seu reino, esse personagem recebeu o nome derivado da palavra “ungir”: Messias.

Na história da igreja era de se esperar que um tão grande número de referências a unção nas escrituras exerce um impacto sobre os cristãos ao longo de sua existência. As igrejas protestantes reconhecem a unção exclusivamente com respeito a cura física. Outros segmentos mais recentes compostos pelos neopetecostais tem procurado difundir ampla e restrita utilização de procedimentos apresentados no antigo testamento, ungindo a tudo e ao todos sobre o pretexto de transmissão de virtudes espirituais. Esse processo de mistificação do cristianismo afasta-nos da base de que” Cristo” e suficiente e bastante para tudo que necessitamos.Paulo exortou aos colossenses a cerca dos perigos tanto da filosofia, e do dogmatismo e do legalismo, tanto do misticismo (Cl1 e 2).

Conforme Amós 6.6, a corrupção generalizada destorceu a intenção original da unção, fazendo crer que o mais importante que a vida interior era a repetição do ritual com o óleo mais excelente. Não podemos substituir a espiritualidade dinâmica e transformadora pelo ritualismo sem vida. Em Tg5.14-16, o apostolo oriente sobre a doença física e instrui sobre o direito de em receber a oração, seguida de unção efetuada pelo presbitério,e demonstra que a ênfase recai sobre a oração motivada pela fé, fazendo-nos compreender que a unção aqui pode conferir um caráter estimulante desta fé, não possuindo o azeite em si mesmo qualquer graça espiritual ou “mágica” para operar cura. Também deixou claro que a há enfermidades que não se afastam se não após a confissão de pecados.Mas por outro lado reconhecer que nem sempre a enfermidade e de raiz pecaminosa.

A ênfase por rituais de unção indiscriminadas, além do preceituado em Tiago, atende a interesses de retornar ao período pré-reformador da igreja, lançando-a na obscuridade advinda da ignorância dos fieis e da volúpia dirigentes. Unção e apenas pelos enfermos, não necessariamente no local da doença, seguida da oração da fé, para restauração da saúde física; e unção realizada apenas pelos condutores espirituais do rebanho de Deus, seus presbíteros e pastores auxiliares, quando autorizados.

Fonte: Mensageiro da Paz

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