segunda-feira, 1 de julho de 2013

Corrupções da doutrina bíblica (3ª parte)

Modismos teológicos de nossos dias e seus contrassensos à luz da Bíblia
Hoje, dando seguimento ao nosso assunto, falaremos dos modismos maldição hereditária, culto de libertação e dançar no Espírito.

Maldição hereditária

Também conhecida como maldição de família, é outro ensino falso advindo da atual e antibíblica ideia de cura interior.

A maldição hereditária, segundo seus pregoeiros, consiste em pactos de ascendentes da família feitos com demônios. Segundo eles, esses pactos, de que a pessoa pode estar ou não a par, trazem maldição para vida da pessoa. A maldição poder ser também pragas invocadas, rezas, patuás, "mau olhado" etc. Esse falso ensino decorre da má compreensão e interpretação de Êxodo 20.5 e 24.1-8; Levítico 26.39; Números 14.18 e Deuteronômio 30.19.

Contra esse ensino temos os textos claros de João 8.36; 2 Coríntios 5.17; Gálatas 3.13; Isaías 54.17 e todo o salmo 91.

Os adeptos desse ensino praticam a chamada "quebra de maldição". Ora, a maldição sem causa não virá. Praga sem motivo não funciona: "Como pássaro que foge, como a andorinha no seu vôo, assim a maldição sem causa não se cumpre", Pv 26.2. Às vezes, um verdadeiro crente que se envolve com esse tipo de ensino é uma "casa desocupada", e podemos ver o resultado disso em Mateus 12.43-44.

É sempre uma tragédia espiritual um filho de Deus viver vazio espiritualmente, isto é, vazio do Espírito Santo, da Palavra de Deus, da oração, da fé, enfim, da presença do Senhor em sua vida. Um tal crente pode facilmente cair nas mãos desses assaltantes da alma.

A maldição hereditária leva à regressão interior, que já é puro ocultismo. É a farsa diabólica da "bilocação" do indivíduo. É o que diz o Salmo 42.7: "Um abismo chama outro abismo".

Culto de libertação

Em todo culto genuíno a Deus, Jesus quer e pode libertar. Os grupos neopentecostais, contudo, criaram essa reunião "Culto de Libertação", e a Assembléia de Deus, infelizmente, hoje a copia.

Em Mateus 18.20, Jesus garante: "Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles". Em textos como Atos 11.15 e 1 Coríntios 14.26 vemos que não se precisa de cultos específicos para que o Senhor opere. Em Lucas 5.17, lemos: "E aconteceu que, num daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia, e da Judéia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com Ele para curar". Ora, tratava-se aqui de uma reunião de ensino da Palavra. Jesus estava ensinando. Não estava pregando ou orando.

Dança no Espírito

Nem no Antigo Testamento nem no Novo Testamento encontramos tal ensino. A dança em Israel, mencionada na Bíblia, fazia parte da cultura do povo e era patriótica. Consistia em ficar pulando e saltitando ritmicamente em volta de si mesmo ou de outras pessoas. Às vezes, os israelitas ficavam de mãos dadas, mas sempre homens e mulheres separadamente.

Miriã dançou de alegria uma vez pelo prodígio divino da travessia do Mar Vermelho a seco, quando Israel saiu do Egito. Em Lucas 15.25, numa parábola, o pai do pródigo é mencionado dançando de alegria por reaver o filho perdido.

O corinho que diz "Eu danço como Davi" não tem razão de ser, porque Davi dançou patrioticamente (2Sm 6.14-16), e os adeptos da dança hoje querem dançar no culto. Davi dançou na rua, no desfile do translado da Arca da Aliança (2Sm 6.16 e 1Cr 15.29), mas os que querem dançar hoje utilizam o local do culto.

"E o espírito volte a Deus"

"E o espírito volta a Deus, que o deu", Ec 12.7. Os universalistas, falsificadores de doutrina, partindo desse texto isolado, ensinam que Deus dará um jeito para, no fim, salvar pelo menos o espírito da pessoa. Dizem que os espíritos de todos os ímpios que morreram sem salvação serão recolhidos ao Céu.

Esse ensino é falso. Basta verificar a analogia geral das Escrituras no tocante a salvação dos perdidos. Além disso, "voltar a Deus", ali, tem o sentido de "após a morte, ficar sob o controle direto de Deus". Ao morrer alguém, seu espírito e alma não ficam perambulando à vontade de cada um, por onde quiserem, como viviam antes na Terra. Jesus é o Senhor dos mortos também (Rm 14.9). Em Atos 10.42, na pregação na casa de Cornélio, Pedro afirmou ter Jesus sido constituído juiz dos vivos e dos mortos.

A pessoa que é salva por Jesus, ao morrer, vai imediatamente para o Céu. Se uma pessoa sem Jesus morrer, vai diretamente para o Hades (um tipo de inferno, onde tal pessoa, já em sofrimento, aguardará o julgamento final).

Fé residente no homem

Os pregadores modernistas inventaram uma fé imanente, latente no homem. Lamentavelmente, há alguns pregadores assembleianos que inadvertidamente têm pregado a mesma coisa.

Romanos 10.17 diz: "A fé vem pelo ouvir; e o ouvir pela Palavra de Deus". Em Romanos 12.3, Paulo ensina que Deus repartiu a fé a cada um. Em Efésios 2.8, encontramos: "E isto não vem de vós; é Dom de Deus". No original grego, a expressão traduzida como "isto" está no plural. Isto é, a fé para crermos em Deus vem Dele mesmo, para que ninguém se glorie de ter ajudado a Deus.

Em Hebreus 12.2, a Palavra de Deus afirma que Jesus é "o autor e consumador da fé". Então, ficamos com a Bíblia ou com eles?


Autoria: Antônio Gilberto
CPAD NEWS

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...