segunda-feira, 1 de julho de 2013

Corrupções da doutrina bíblica (5ª parte)

Modismos teológicos de nossos dias e seus contrassensos à luz da Bíblia
Hoje, encerramos esta série sobre as corrupções da doutrina bíblica. Hoje, falaremos de nova unção, salvação legalista, riso no Espírito e outros mais.

“Nova unção”

Deus restaura, sim, a nossa unção recebida Dele, mas isso não significa “uma nova unção”, como estão propalando, inclusive figuras internacionais do movimento pentecostal.

A Bíblia fala da unção coletiva do Espírito Santo sobre os membros do Corpo de Cristo, composto por aqueles que são regenerados pelo Espírito (2Co 1.21 e 1Jo 2.20,27). É chamada a “unção do Santo” (1Jo 2.20). Ela nos separa do mal, nos santifica para Deus e para o seu uso. Nada de mistura com o mal, com as trevas com o pecado.

Essa unção, de que fala a Palavra de Deus, fica em nós: “Fica em vós”, 1Co 2.27. É unção que permanece e que ensina: “A sua unção vos ensina”, 1Jo 2.27. “Que vos ensina todas as coisas”, pois o Espírito sabe todas as coisas (1Jo 2.20).

As Escrituras ainda nos dizem que é unção que não mente: “E não é mentira” (1Jo 2.27). Ela não contém engano, logro, fraude, falsidade, truque, desonestidade.

O termo unção, na Bíblia, remete para óleo, azeite, símbolos do Espírito Santo.

Salvação legalista

Salvação legalista é inexistente. É a salvação mediante legalismo humano, um insulto a Deus (Is 64.6). É a pretensa salvação mediante obras humanas.
Essa "salvação" consiste na mera prática dos deveres de uma religião. Segundo essa falsa doutrina, a simples prática de boas obras e de bons hábitos são o suficiente para a salvação e para a conservação da salvação. Porém, o salvo deve praticar boas obras, porque já é salvo e santo, e não para ser salvo e santo (Ef 2.9; Rm 3.28; Gl 2.16; Fp 3.9 e Ap 14.13).

Sim, a nossa fé em Deus é demonstrada perante o mundo pelas nossas boas obras como salvos, nosso bom testemunho e boa conduta como povo santo do Senhor (Tg 2.17,24). Efésios 2.10 diz que as boas obras existem “para que andássemos nelas”.

Um cristianismo evangélico “fácil”, de superfície, de fachada, epidérmico, de brincadeira, sem renúncia ao mundanismo e ao pecado; sem preço, sem peso espiritual, sem santidade bíblica, sem um santo testemunho perante a igreja e o mundo é falso.

A igreja deve ter preceitos, sim. Em I Coríntios 11.2 e 2 Tessalonicenses 2.15 encontramos a palavra grega paradosis, que significa preceitos, e que devem ser observados.

Ordenação de mulheres ao ministério

Não há qualquer fundamento doutrinário para a ordenação de mulheres ao ministérios nas Sagradas Escrituras.

Os alegados casos de Febe (Rm 16.1), Júnia (Rm 16.7) e “as mulheres” (1Tm 3.11) não procedem, quando examinados a fundo e com isenção de ânimo.

Casos como o de Mirã, a profetiza; Débora, a juiza; Hulda, a profetiza; Ana, a profetiza; as filhas de Filipe “que profetizavam”; Priscila, mulher de Áquila; Febe, que servia em Cencréia; Cloe, de Corinto; e outras mais mulheres que se destacaram no serviço do Senhor, não vêm ao caso.

Palmas nos cânticos

As palmas nos cânticos são artificiais, pois são simplesmente rítmicas, sem motivação espiritual interior, e a nossa adoração deve ser "em espírito e em verdade" (Jo 4.24).

O sentido do texto de Salmos 47.1 não é o da explicação popular dos batedores de palmas. Para melhor entendermos essa passagem, vejamos os casos principais mencionados na Bíblia:

(1) Palmas expressando ira (Nm. 24.10; Jó 27.23 e 34.37).
(2) Palmas cívicas na coroação do rei; no caso, Salomão (2Rs 11.12).
(3) Palmas como prosopopéia (figura de linguagem), indicando alegria, regozijo (Sl. 98.8 e Is 55.12).
(4) Palmas relacionadas a julgamento, castigo (Ex 21.14.17; 25.6; Na 3.19 e Lm. 2.15).

“Riso no Espírito”

Também é conhecido como "fenômeno de Toronto". São prostrações, caídas ao chão, estremecimentos, gargalhadas histéricas e descontroladas, rolar no chão, urrar e coisas assim.

Benny Hinn está associado a esses estranhos fenômenos, bem como outros escritores, pregadores, articulistas e conferencistas.

Nas reuniões de “riso no Espírito”, há pouco ou nada de leitura bíblica, de pregação e ensino da Palavra de Deus. Durante essas reuniões, eles proferem repetidamente frases como:

– Não tente usar sua mente para entender isto
– Não ore agora
– Beba! Receba! Receba um pouco mais!

Ora, tudo isso é contrário aos ensinos da Palavra de Deus, pois a fé abrange a mente. Hebreus 11.3 afirma: “Pela fé entendemos”. Além disso, a nossa fé não pode depender de fenômenos deste tipo.

Unção de enfermos com óleo

Está atualmente em voga, mas sem base bíblica, a prática em certas igrejas de qualquer pessoa ungir enfermos. Há também a prática errada de ungirem objetos, roupas, lenços etc. A menção de acessórios do vestuário de Paulo, em Atos 19.12, não dá margem a isso. Ali, trata-se do registro de um fato acontecido em determinado tempo e local, e não a declaração de uma doutrina a ser seguida.

Na Bíblia, a unção de enfermos com óleo, não era efetuada por qualquer um:

(1) Sacerdotes ungiam (Ex 28.41)
(2) Profetas ungiam (1Rs 19.16)
(3) Apóstolos ungiam (Mc 6.7,13)
(4) Presbíteros ungiam (Tg 5.4)

Autoria: Antônio Gilberto 
CPAD NEWS

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