quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Batismo com o Espírito Santo (Parte III)


III - A Promessa do Pai
Promessa é uma espécie de encontro com o futuro, e usualmente envolve um "doador"e um "receptor". Neste sentido, encontramos promessas por toda a Escritura.


1. Jesus lembra a promessa do Pai
"E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder" (Lc 24.49).
O livro de Atos mostra a vinda do Consolador como "a promessa do Pai": "Determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes" (1.4).
A promessa, portanto, seria o derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecoste. Mais adiante, no mesmo livro, Pedro revela que a promessa do Espírito Santo seguiria por gerações futuras (2.39).
Certamente o maior desejo de Jesus, ao chegar junto do Pai, nos Céus, era ver a gloriosa manifestação do Espírito na vida de seus seguidores aqui na Terra. Pois Ele prometera: Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador" (Jo 14.16).
Cremos que foi esta a primeira oração do Filho ao assentar-se à destra do Pai, depois de cumprida sua missão na Terra.

2. O cumprimento da promessa
A promessa do batismo com o Espírito Santo é afirmada sete vezes no Novo Testamento (Mt 3.11,12; Mc 1.7,8; Lc 3.16,17; Jo 1.33; At 1.5; 11.16; cf. Jo 16.7,8,13). Destas, quatro saíram dos lábios de João Batista, sempre com as palavras: "Ele [Jesus] vos batizará com o Espírito Santo e com fogo" (Mt 3.11).
E eis aqui o seu cumprimento: "Cumprindo-se o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At 2.1-4).
Encontramos, no Novo Testamento, quatro vezes os cristãos reunidos no domingo (Jo 20.19,26; At 2.1; 20.7). Na terceira vez, cinqüenta dias depois do sábado da Páscoa, deu-se a prometida descida do Espírito Santo. Os discípulos eram já cristãos, mas agora são constituídos em "um corpo" (1 Co 12.13) - a Igreja cristã em sua forma exata.


Pr. Severino Pedro da Silva  
 
Artigo adaptado do livro A Existência e a Pessoa do Espírito Santo, publicado pela Editora CPAD

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