segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO (PARTE2)

Um Pecado que Ultrapassa os Limites da Redenção


Quem disser coisas abusivas contra o Supremo Ser "nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo" (Mc 3.29).
Em Hebreus 10.29, encontramos um exemplo deste pecado imperdoável. O escritor sagrado adverte sobre os que vivem pecando "voluntariamente": "De quanto maior castigo cuidais vós será julgado
merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?"
A passagem subentende que a impossibilidade do perdão pela blasfêmia contra o Espírito Santo pode estender-se à vida alémtúmulo.
O Dr. F. W. Grant observa que esta blasfêmia representa mais que um fruto da ignorância, sendo uma aberta oposição a Deus e a tudo que é divino. Uma palavra falada contra o Filho do Homem
podia ser perdoada: a condição humilde que Ele assumira ocultava a sua glória aos olhos carnais. Mas havia o que precisava ser reconhecido e não era possível ocultar.
O ódio manifesto por pessoas esclarecidas não podia ser perdoado. O pecado eterno é a atitude de quem, propositadamente e em desafio à luz e ao conhecimento, rejeita e persevera em rejeitar os
esforços do Espírito Santo e a graça oferecida pelo Evangelho. Tal estado, para quem nele persevera sem arrependimento, exclui o perdão, porque é o pecado para a morte referido em 1 João 5.16: "Há
pecado para morte, e por esse não digo que ore". Persistir nesse erro é perecer sem misericórdia, ainda que o Deus de toda a graça faça tudo para evitar tal desenlace.
Pr. Severino Pedro da Silva 

Artigo adaptado do livro A Existência e a Pessoa do Espírito Santo, publicado pela Editora CPAD

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